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Os Elos da Moda – Por Evelyn Bonorino

Publicado em: 10/11/2016



“A marca é uma conexão entre uma empresa e seu cliente. Minha definição favorita de uma marca é a primeira imagem que vem à mente de alguém quando seus olhos estão fechados e ouvir o nome de sua empresa. Na realidade, sua marca é o seu negócio, porque o seu negócio é o seu relacionamento com o seu cliente e da venda de seu produto é apenas a confirmação desse relacionamento." (Lawrence Lenihan, diretor de Firstmark Capital, no BOF)

Clássicas perguntas sobre projeções, expectativas e tendências do que vem sendo praticado no atual varejo de moda sempre surgem em roda de amigos da área, em sala de aula e em entrevistas, e às vezes, eu me pergunto se estou me tornando repetitiva, e concluo que sim, mas ao mesmo tempo me pergunto o motivo de tanta repetição. A sensação que eu tenho, é que muitos empresários ainda são amadores ao construírem seus negócios, e que ainda insistem que podem tomar conta de tudo quando, na verdade, devem assumir a sua real habilidade que têm e praticá-la, e deixar que outro profissional assuma a gestão de uma fatia que não domina, para que juntos alcancem a excelência tão esperada.

Diante do movimento acelerado adotado pelo segmento moda, os gestores estão empenhados em criar novidades do vestuário para o seu público, e tendem a não perceber as exigências dos consumidores, as mudanças no sistema de comunicação com eles e, principalmente, em como se manter inesquecível diante de tanta concorrência. Ressalto que considero de grande importância a inovação no design do produto, mas do que adianta tanto cuidado nessa área se, por vezes, o sistema de apresentá-lo está em pleno silêncio e estacionado.

Podemos considerar que uma empresa que não é gerenciada com “elos”, hoje em dia fica rapidamente à deriva.

A aplicação do sistema de “elos” permite que uma história seja contada sobre a coleção, e esta valorizada nas questões muito além da experimentação, pois esse produto tem a capacidade de emocionar também. Quando trabalhamos com “elos” nada é descartado, tudo pode e deve agregar valor ao produto.

Insisto e não desisto de que atualmente devemos “inserir” no produto os (3/E) – Entreter, Envolver e Emocionar (eu que inventei esse “conjuntinho” para me organizar nas explicações, não foi Kotler e nem Popcorn meus mestres marqueteiros, kkk), que somados à modelagem, tecido, etc. vão fortalecer a identidade da marca junto ao consumidor.

Em resumo: o segmento moda para maximizar acertos no desenvolvimento de produtos e sua comercialização deve garantir a conexão entre eles!

Entre em contato pelo e-mail: contato@evelynb.com.br

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