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Compacto, Consciente e Comunitário – Por Evelyn Bonorino

Publicado em: 15/12/2012

   

Acredito que apesar de existirem macro tendências é passivo que elas sejam infladas por tendências de peso menor, mas não menos importante. Os movimentos que intitulam o texto são tendências que já estão determinando um novo rumo na vida dos consumidores e dos produtos. Entretanto, para melhor compreensão do processo começo a reflexão pelos possíveis significados, ações e intenções dessas palavras e os relaciono à moda, comportamento e consumo.

A necessidade transforma o homem? Sim! Acredito que ela seja um dos fatores que o influencia nas mudanças. Então, o homem passou a necessitar de produtos compactos por quê? Penso em dois motivos: a falta de espaço e de tempo. Casas com jardim deram lugar a apartamentos, que poderiam alojar mais pessoas perto do seu local de trabalho. Facilitou também a vida das donas de casa que foram para o mercado de trabalho e não tinham mais tanto tempo para cuidar do lar.
Mas o que me chama a atenção nesta tendência, é de como ao longo desses anos o mercado vem elaborando produtos adequados a este estilo de vida. A princípio os produtos compactos eram rotulados de criativos, hoje eu diria que podem ser classificados também como funcionais. Na moda, na beleza e no design a funcionalidade dá o significado ao compacto de forma criativa.
Eu aposto em roupas que ficam compactas, ou que tenham dupla funcionalidade, que com certeza vão atender alterações climáticas ou até mesmo variações de estilo pessoal (veja a marca D!versa, que desenvolveu um casaco que vira mochila, uma bolsa-canga, um chapéu-bolsa e uma frasqueira-toalha).

A Todeschini percebeu e cresceu em cima dessa tendência. Basta você ir à loja, informar o espaço, que num instante um programa de computador começa a inserir o mobiliário de acordo com as suas necessidades de armazenamento.

A Chroma Key – Bench é um mix de baú, banco e mesa a venda no site www.droog.com

O Sucker também do site www.droog.com pendura tudo.
Já a marca Zellig projetou uma eco-winebag que permite o usuário carregar até 6 garrafas de vinho ou champanhe, graças às divisórias internas. É uma opção prática, segura e ecologicamente correta de carregar garrafas. E que quando vazia não ocupa muito espaço.

E por falar em ecologicamente correto, acho que o consumo de moda tem que entrar urgente na UTI. Penso na revisão da qualidade e quantidade, mas recheada de criatividade. Veja o Projeto Uniforme, que aborda a possibilidade do uso de um mesmo vestido de 365 formas.

Neste exato momento os varejistas já estão me odiando….. Pessoal, é fato que vai haver mudanças, o que não pode acontecer é você ser pego de surpresa. Peça para o seu departamento de Marketing pensar em uma estratégia social para sua marca. Em Paris, na França, o morador que for pego jogando material têxtil no lixo, é multado. Se liga! Ache uma direção para aquelas roupas que você não quer mais. Lixo? Nunca! Olha para a foto abaixo e se inspire. É na cidade-luz que também fica a Merci, uma loja-conceito super consciente.

O material têxtil é um alto poluidor do meio ambiente. O fio de bambu é 100% feito a partir do próprio bambu, material têxtil biodegradável. A empresa Santaconstancia registrou o seu tecido de bambu como malha Takê (bambu, em japonês).

A Redley entre outras marcas, já trabalha com esse material têxtil. Comprei uma blusa na MUJI, em Paris, de fios reciclados e fiquei passada com a mensagem que fica na parede atrás do caixa, aliás, fui proibida de fotografar. Mas no site da marca a crença e a identidade dela é detalhada. O “bichinho” da foto não levei, mas também é de fio reciclado.

Uma filosofia: ”MUJI is not a brand. MUJI does not make products of individuality or fashion, nor does MUJI reflect the popularity of its in name in its prices. MUJI creates products with a view toward global consumption of the future……”
E por falar em futuro, que espero estar bem próximo, ações benéficas são comunitárias. Depois de se dedicar às comunidades virtuais é hora de repensar o convívio presencial. Iniciamos esta década buscando o individualismo e o encontramos no modo de se vestir (vale sempre lembrar: a ditadura da moda morreu!), no de viver, entre outros. A palavra escolha marcou um comercial da empresa de telefonia CLARO.
Agora que a liberdade foi conquistada e amadurecida, é hora de compartilhar essa experiência. A foto a seguir sugere que começamos, quem sabe, por uma horta. No meu prédio tem um senhor que plantou salsa, cebolinha, coentro, no jardim e de vez em quando abro a porta e vejo um saquinho com um monte de ervas. Apaixonante! Outro dia deixei um cartão para ele na portaria agradecendo.



Entre em contato pelo e-mail: contato@evelynb.com.br

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