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Compartilhar está na Moda – Por Evelyn Bonorino

Publicado em: 01/08/2013

   



Em setembro de 2011, eu, alguns amigos e mais 50.000 pessoas vivemos, durante 7 dias, uma experiência que considerei única! No evento Burning Man (www.burningman.com), que acontece no deserto do estado da Nevada, o verbo compartilhar (tomar parte em) cresceu e amadureceu no meu vocabulário. Desdobrei os meus pensamentos, e constatei que compartilhar é, no mínimo, doar e, no máximo, dividir.



Já faz algum tempo que várias sociedades estão vivendo intensamente este mínimo. Há algum tempo e cada vez com mais intensidade observo que várias sociedades já estão, nesse exato momento, vivendo intensamente este mínimo. Estão doando mais voluntariamente, e não por conta de alguma campanha. Estamos começando a nos desapegar de bens materiais que não usamos mais, que consideramos sem utilidade, meramente, um ocupador de espaço que não temos mais sobrando em nossas casas.

A sociedade precisa, rapidamente, evoluir e assumir o processo de dividir mais para que todos tenham um pouco; já que a escassez de matéria-prima é dada como irreversível se novas leis de consumo e descarte destes não forem estabelecidas pelos governos do mundo inteiro. Pode parecer estranho, mas a prática de um sistema “parecido” (porque não envolve dinheiro) com o escambo do passado e denominado como consumo cooperativo, já vem sendo praticado.



Vamos conectar e publicar o nosso excesso ou desinteresse por algo, para que em algum lugar alguém o localize e se interesse em trocar por algo que você sugeriu receber em troca. Divulgar que você não quer mais o seu LP do Pink Floyd é simples, e receber em troca algo do Coldplay.



Mas, como tudo isso pode ser aplicado ao universo da moda? Aposto que os itens mais bem sucedidos seriam os de marcas famosas. Exemplo: você tem uma bolsa Balenciaga, que não quer usar mais, e vai se conectar com quem a deseja, e por fim o que eles dariam em troca dela. Num segundo momento, penso que eu, por exemplo, poderia querer trocar as 3 blusas que usei no show da Madonna (2001, 2006 e 2008). Já num terceiro momento, penso na hipótese de instigar o desejo pela história mais íntima ou divertida do produto. E o varejo de moda, como pode se posicionar sem perder o seu maior propósito, que é produzir e comercializar, tendo como meio cédulas ou cartões de crédito?



Estamos desenvolvendo para um dos nossos clientes essa rede de trocas e compartilhamento e, em breve, vamos apresentar para vocês. Nosso objetivo é estimular a consciência sócio ambiental do grupo que consome a marca, com toques de entretenimento. O consumo cooperativo será, em pouco tempo, um processo plenamente usado pela sociedade. Não é uma modinha, mas, sim, um movimento cultural e econômico que, de certa forma, multiplica, amplia ou, até mesmo, reinventa o processo de consumo.



Ficou curioso? É empresário de moda? Quer potencializar a visibilidade da sua marca e trabalhar com idéias visionárias para melhor atender o seu cliente?

Entre em contato pelo e-mail: contato@evelynb.com.br

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