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A Influência das Alterações Climáticas no Desenvolvimento de Coleção – por Evelyn Bonorino

Publicado em: 15/05/2013

   

Como se não bastasse o empenho necessário no que diz respeito à criatividade para competir com os concorrentes é chegada a hora de se desdobrar em elaborar coleções que se adaptem às alterações climáticas que estamos vivendo. Num mesmo dia usamos camisetas e galochas, alternamos entre o calor das ruas e o ar condicionado congelante do trabalho e uma canga pode fazer o papel de “pashmina” na saída às pressas da praia por conta de um temporal. Em nosso papel de orientar, colocamos esta questão para os empresários a fim de prepará-los para essa instabilidade climática, para estimular o desenvolvimento de produtos que correspondam à atual realidade. Há um ano escrevi sobre um varejo “sem”: Sem Logo, Sem Idade e Sem Estação e hoje volto a escrever sobre esta mudança de atitude na produção e no consumo do segmento moda.

Quando grandes marcas internacionais decidiram apresentar coleções “transitórias” e nomeá-las de pré-fall e resort, compreendi tal atitude da seguinte forma: a globalização havia estimulado todos a viver num mundo sem fronteiras, sendo assim, ao sair do inverno londrino para ver de perto o carnaval carioca, o consumidor precisaria de algumas peças para se adaptar ao clima tropical. As grifes, por sua vez, estão espalhadas pela Europa, América, Ásia e Oceania, vendendo ao mesmo tempo produtos que devem se encaixar em diferentes climas. Além disso, essas coleções começaram a ganhar outra função por causa de invernos antecipados ou verões prolongados. Elas simplesmente passaram a ser consumidas para atender às mudanças inesperadas ocorridas numa mesma estação.



Então, a pergunta é: O VAREJO DE MODA DEVE ELABORAR COLECOES EM FUSÃO? SIM! Mas sem radicalismos, por que a intenção é atender ao consumidor baseado no inesperado e não descaracterizar o principal, que no caso seriam os elementos essenciais para compor aquela estação. Digamos que um casaquinho de tricô possa ser inserido numa de primavera/verão aqui no Brasil, por exemplo.



Entretanto, existe outro ponto dentro desta reflexão que deve ser aproveitado: o desejo do consumidor em ter roupas não descartáveis. Nos editoriais “Transição A e B” apresentamos propostas de looks do verão que podem ser usados no inverno, garantindo a longevidade das peças.

Entre em contato pelo e-mail: contato@evelynb.com.br

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