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Em fevereiro do ano passado, a preocupação com a moda fez com que um grupo de profissionais da área se reunissem para pensar sobre o seu futuro. Renata Abranchs, do Rio Etc e Bureau de Estilo, Ana Wambier e Daniela Sabbag, da Wasabi, Daniela Frazão, da Casa XX, o apresentador e estilista Caio Braz e o fotógrafo Raul Aragão, fundaram o espaço Malha. Destinado para estilistas, jornalistas, fotógrafos, stylists, artistas, designers, empreendedores e consumidores, o espaço servirá como plataforma para os profissionais trabalharem com uma moda focada em movimentos contemporâneos, no comércio justo, na produção local, na economia colaborativa, na sustentabilidade e na tecnologia.

Com o lema “o justo é o novo preto”, a Malha é o primeiro projeto de uma Fashion Lab no Brasil e está localizada em São Cristóvão, coração da moda carioca e polo nacional de produção e grandes marcas. O galpão de 1.800m² vai reunir escritórios de marcas, estilistas e criadores, maquinário completo para produção, laboratório de inovação, escola, showroom, praça interna, estúdio fotográfico e café. O projeto é uma iniciativa de Herman Bessler, fundador e CEO do Templo, o primeiro espaço de coworking criativo do Rio, e André Carvalhal, escritor, professor e gerente de marketing da FARM.

Além dos escritórios e pontos compartilhados para trabalhadores individuais, a Malha também vai oferecer cursos, palestras, workshops e showrooms voltados à área de Estilo e Negócios de Moda. A ideia é que as pessoas compartilhem propósitos, ideias, ferramentas, conhecimento e façam conexões.

Espaço Malha
Rua Conde de Leopoldina, 644 – São Cristóvão
Rio de Janeiro, RJ
Telefone: 21 3988 3544

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    bota piccadilly

     

     

     

     

     

     

     

     

    Diante das chuvas de verão que tem afetado os brasileiros, a empresa calçadista Picaddilly desenvolveu a bota city proof repelente a água para enfrentar esse período. Um produto inovador e com estilo, o bota possui uma membrana impermeabilizante localizada entre a parte externa do cabedal e o forro, que protege os pés, impedindo a entrada de água no calçado.

    Além de pensar na proteção e no bem estar da mulher em momentos de fortes chuvas ou ruas com muitas águas, a Piccadilly também pensou na aparência do produto. A bota não é diferente da aparência de um modelo convencional, principalmente para que ela também seja útil em outras ocasiões. O objetivo foi desenvolver uma tecnologia que ajudasse as mulheres que vivem em cidade de grande incertezas climáticas.

    A Piccadilly nasceu em 1955 e foi registrada em 1958. A Inglaterra foi o primeiro país fora do Brasil a receber os calçados da marca, em 1968, dando início a um bem-sucedido projeto de exportação. Em 2003 a Piccadilly lança a sua loja online e atualmente é presente em mais de 90 países. A empresa exporta seus calçados para os cinco continentes, se mantendo sempre ligada nas principais tendências internacionais e em tecnologia.

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      A era digital em que vivemos hoje em dia tem tornado tudo acessível e para todos e, por conta disso, o modelo de desfiles, focado para a indústria, não tem funcionado mais. Em fevereiro deste ano, a Burberry anunciou um novo posicionamento em relação aos desfiles de sua marca: as roupas desfiladas estarão à venda para seus clientes no fim do desfiles, tornando os fashion shows focados para o consumidor.

      O motivo dessa mudança é que as roupas desfiladas ficavam disponíveis para compra somente seis meses após elas terem sido apresentadas, postadas nas redes sociais e com os clientes desejando elas. Por exemplo: no início desse ano, foram apresentadas as coleções de Alta Costura e de Prêt-a-Porter do inverno 2017 nos principais polos internacionais da moda (Nova York, Paris, Milão e Londres), só que essas cidades ainda estão vivendo o inverno de 2016, com as suas coleções apresentadas no ano passado. E elas ainda terão o verão 2016. Com isso, a Burberry anunciou a sua mudança, visando a necessidade do consumidor, que quer possuir tudo para ontem!

      O mesmo acontece no Brasil, só que invertido. Em abril vai começar o SPFW e as outras semanas nacionais, com as tendências para o verão 2017, só que nós ainda temo todo o inverno pela frente. Por conta disso e diante dessa mudança internacional, que outros designers também passaram a adotar, o Brasil, a partir de 2017, também terá um novo calendário oficial da moda, com as edições do SPFW ocorrendo em fevereiro e em julho, sem estação específica. A próxima edição, que ocorre entre 25 e 29 de abril, já sem estação, deixará cada marca trabalhar da forma que desejar.

      O ideal é que no ano que vem as coleções desfiladas estejam nas lojas em pouco tempo, com showrooms realizados para os compradores para facilitar a distribuição e com a antecedência necessária. Este movimento, liderado pela Semana de Moda de Nova York, procura a adaptação da nova realidade do consumo, que possui o conceito “see now, buy now”.

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        AHerchcovitch

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

        Moda é negócio, logística, estratégia, decisão e foco. Com Alexandre Herchcovitch aprendemos que moda não é apenas inspiração. O estilista brasileiro transitou entre as passarelas de Nova York, mercados japoneses e horários nobres globais. A trajetória em sua grife, ou até mesmo seus trabalhos em parceria com outras marcas, como a Ellus, merecem ser destacadas pela contribuição ao cenário nacional, em especial ao mercado denim.

        Em 2013, temos o seu trabalho mais recente com o denim, que foi apresentado em Nova York no evento Be Brasil. Juntamente com a Rhodia e a Canatiba, o designer lançou sua primeira coleção de jeans tecnológico confeccionado com o Emana® Denim. Herchcovitch colocou em evidência uma tendência mundial para o mercado jeanswear: o acréscimo de funções tecnológicas do denim, como oportunidade para elevar qualquer produto confeccionado no material para além do valor do mero estilo.

        Junto com esse pioneirismo, o designer levou a imagem do mercado índigo nacional, mostrando ao mundo a diversidade do território brasileiro, visto que a sua assinatura sempre teve uma pegada estruturada e underground. Essa mesma coleção foi apresentada oficialmente no mesmo ano no Fashion Rio, mas o designer continuou a utilizar o mesmo material. Em 2014, um ano depois, Herchcovitch retomou a parceria com a Ellus e colocou em evidência o valor de uma cobranding dentro de um grupo de moda, como uma estratégia para impulsionar os negócios. O resultado da iniciativa foi um mix formado por 70 modelos de moletons, camisetas e jeans com emana, reforçando a visão direcional do designer em propor interpretações ao denim que superassem a tarefa de apenas vestir.

        Alexandre Herchcovitch - Fashion Rio - inverno 2014

        Alexandre Herchcovitch – Fashion Rio – inverno 2014

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

         

        Em 2008, o paulista vendeu sua companhia para o grupo de moda InBrands, também proprietário de lojas como Ellus, Salinas e VR. Nesse período, ele continuou sendo o diretor criativo da marca até dezembro de 2015, quando o contrato terminou e não foi renovado. Atualmente, Herchcovitch tem quatro lojas próprias, desenha modelos exclusivos em seu ateliê e exporta a sua linha jeanswear para os Estados Unidos e Reino Unido.

        Fica claro, portanto, que cada estilista brasileiro que chega aos destaques internacionais se torna um patrimônio imensurável para o país, que ainda está caminhando a passos pequenos na área do design. Por conta disso, foi difícil para alguns profissionais da moda acreditarem na saída do Alexandre Herchcovitch da própria marca, anunciada na semana passada.

         

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          calçados

           

           

           

           

           

           

           

           

           

           

           

           

           

          Atualmente, o setor calçadista vem apresentando certas tecnologias como calçados impressos em casa e tênis energizados ao caminhar, apesar de ser em pequena escala. No entanto, o setor brasileiro quer dar uma guinada em termos de inovação tecnológica para aplicar a manufatura avançada no segmento, tanto para o desenvolvimento de produtos recém produzidos, como os citados, como para novos produtos que estão por vir, mais sustentáveis e eficazes.

          Em janeiro deste ano, a Abicalçados, Associação Brasileira das Indústrias de Calçados, entidade que representa a indústria calçadista nacional, recebeu na sua sede, em Novo Hamburgo/RS, diversos representantes de outras agências ou associações envolvidas com couro e calçado. No encontro, o tecnologista do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação), Sérgio Knorr Velho, apresentou alguns cases de manufatura avançada já existentes no setor calçadista, mas que ainda caminham a passos lentos. Segundo ele, existe um processo de “retorno para casa”, onde parte das grandes marcas vão deixar de ser menos intensivas em trabalhos manuais e mais automatizadas. “Atualmente a produção mundial está na casa dos 22 bilhões de pares de calçados, sendo quase 90% realizada na China. Boa parte dessa produção deve voltar para os locais onde é consumida”.

          A Nike, por exemplo, está para abrir uma planta com 10 mil funcionários nos Estados Unidos e a Adidas prometeu abrir uma fábrica automatizada na Alemanha ainda em 2016. O especialista citou ainda uma pesquisa realizada em maio de 2014, onde dos 618 produtores norte-americanos entrevistados, 53% se disseram dispostos a investir em processos de manufatura avançada nos próximos anos.

          O setor industrial brasileiro ainda se encontra muito atrasado em termos de inovação e tecnologia na produção, segundo Sérgio Knorr. Das mais de um milhão de patentes requeridas no mundo em 2015, apenas 600 foram no Brasil, colocando o país no posto de 29º entre os  demais requerentes. Em relação aos BRICS, o país se encontra à frente somente da África do Sul, sendo a China a maior do grupo, possuindo mais de 120 mil requerimentos.

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